Arquivos Mensais: Dezembro 2019

Veja como adiar pagamento de até metade da parcela da casa própria à Caixa

 A Caixa anunciou nesta semana que clientes com financiamento imobiliário poderão pagar 75% ou 50% das parcelas por até seis meses. Trata-se apenas de um adiamento —os valores não pagos nesse período deverão ser quitados depois, junto com as parcelas restantes.

 O banco também encerrou a política que permitia pausar as cobranças durante a crise econômica causada pelo coronavírus. Em março, a Caixa autorizou que os clientes com financiamento da casa própria adiassem os pagamentos. A medida foi renovada três vezes e durou 180 dias, terminando em 29 de setembro.

Ainda está em vigor uma política de pausas no pagamento que já existia antes da pandemia, mas ela não está disponível para todos os clientes.

Pagamentos parciais Quem enfrentar dificuldades para pagar as parcelas poderá pedir a chamada negociação emergencial, em uma dessas modalidades:

  • pagar 50% da prestação por três meses
  • pagar 75% da prestação seis meses

 No anúncio da medida, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, afirmou que seria possível pagar um valor entre 50% e 75% da prestação, mas esta opção não está disponível no banco.

 Os pagamentos por parciais são apenas um alívio temporário para o cliente, porque não há desconto no valor total do financiamento. A quantia que não for paga no período será somada às próximas parcelas.

 Segundo a Caixa, o pedido para aderir aos pagamentos parciais deve ser atendido em até dez dias. Por enquanto, a solicitação de negociação emergencial é possível apenas pelo aplicativo Habitação Caixa (disponível para Android e iOS).

Veja como:

Negociação emergencial do financiamento imobiliário na Caixa

1. Após entrar no sistema com seu login e senha, selecione no menu inicial a opção “Negociação Emergencial”

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2. Escolha o contrato de financiamento que você deseja negociar

3. O app exibirá advertências sobre as condições da renegociação. Em seguida, escolha qual a opção de pagamento (75% do valor da prestação por seis meses ou 50% do valor da prestação por três meses) e clique em “Próximo”

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4. Você deverá declarar que teve a renda reduzida durante a pandemia de covid-19, que está ciente dos termos da negociação e que se responsabiliza pelo pagamento do saldo recalculado. Marque a opção “Li e concordo com os termos” e finalize a solicitação.

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Prestação vencida precisa ser quitada Se você tem uma prestação vencida, primeiro precisa quitá-la. Só então a Caixa aceitará a negociação emergencial.

Funciona assim:

  • Solicite a negociação emergencial

  • Após a Caixa confirmar a negociação, emita e pegue o boleto da prestação vencida

Caso você não pague o boleto, a negociação para pagar só parte das parcelas será cancelada.

Pausa está disponível para alguns clientes A Caixa continua oferecendo a opção de pausar as prestações por de seis a 12 meses. Mas ela é diferente da pausa oferecida por causa da pandemia, que estava disponível para todos.

Para solicitar, é preciso se encaixar em alguns critérios:

  • Estar com os pagamentos em dia

  • Ter no mínimo 24 prestações pagas desde a concessão do crédito ou da última negociação

  • O valor da dívida não pode ser superior a 80% do valor total do imóvel;

  • Não usar o FGTS para pagamento de parte da prestação.

O prazo da pausa depende de quanto ainda falta pagar para quitar o imóvel: Falta menos de 20%: até 12 meses de pausa

  • Falta entre 20% e 40%: até dez meses de pausa

  • Falta entre 40% e 60%: até oito meses de pausa

  • Falta entre 60% e 80%: até seis meses de pausa

FONTE: UOL ECONOMIA 
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Por que esta é uma boa hora para comprar imóvel

O cenário pela frente é favorável: combina financiamentos com juros baixos e imóveis com preços ainda estáveis. Entenda…

São Paulo – Quem está em busca de um imóvel para morar encontra um cenário favorável pela frente: a combinação de financiamentos com juros baixos e imóveis com preços ainda estáveis. As vendas do mercado imobiliário ensaiam uma recuperação, mas o movimento ainda é morno, o que pode gerar chances de barganha para o consumidor. Imóvel; imóveis Os lançamentos de imóveis novos cresceram 23,3% nos últimos 12 meses, enquanto as vendas subiram somente 8% no mesmo no mesmo período, segundo a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc). Isso significa que ainda há estoques e oportunidades de negociação diante de um mercado reprimido. Além dos preços, as condições de financiamento também estão atraentes. Os bancos reduziram as taxas do financiamento imobiliário, uma reação à queda nos juros da Caixa e à manutenção da taxa básica de juros, a Selic, em sua mínima histórica, 6,50% ao ano. A taxa média do financiamento imobiliário em abril era de 8,1% ao ano, segundo o Banco Central. Taxas baixas devem impulsionar os financiamentos imobiliários, que devem crescer 10% este ano, segundo o presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Gilberto Duarte de Abreu Filho. “É uma sinalização positiva de retomada, mas ainda não é um número para celebrar. A recuperação vai ser mais lenta do que imaginávamos”, diz. As taxas baixas devem durar pouco tempo. “Diante das incertezas no cenário político e econômico, o mercado espera que os juros voltem a subir em 2019 e isso vai influenciar o mercado imobiliário”, explica o economista da Fipe Bruno Oliva. Volta da inflação, aumento dos juros nos Estados Unidos, alta do dólar e eleições são fatores que podem levar o Banco Central a subir os juros novamente. Já os preços dos imóveis devem se manter estáveis até o ano que vem, segundo Oliva, diante da falta de confiança dos consumidores na economia e da recuperação devagar do mercado imobiliário. “Não é preciso correr, mas há possibilidades de encontrar bons negócios para quem procurar com calma. Mesmo que a economia volte a crescer, os preços dos imóveis vão demorar mais para subir do que os preços de outros ativos”, diz Oliva. A tendência é que as boas oportunidades de negócio diminuam com o tempo, já que os estoques estão cada vez menores, como aponta o executivo do grupo Ourinvest Nelson Campos. “Ainda que o cenário não esteja consolidado, é momento para olhar os imóveis com carinho”, diz.

Momento é bom só para quem se planejou

Apesar do bom momento, só é favorável comprar um imóvel agora para quem se planejou financeiramente, isto é, juntou o valor da entrada. Os bancos privados exigem 20% do valor do imóvel de entrada, no mínimo, e a Caixa, 30%. Porém, para a parcela do financiamento ser equivalente ao custo mensal do aluguel, é recomendável dar uma entrada de 50%, pelo menos. “Na maioria dos casos, a prestação vai custar até três vezes o valor do aluguel, se você não se planejar para dar uma entrada maior”, explica o especialista em crédito imobiliário Marcelo Prata, fundador dos sites Canal do Crédito e Resale. Além disso, para financiar um imóvel, é preciso ter uma vida financeira estável, com alguma previsibilidade no emprego.

Como fechar o melhor negócio

Com o aumento dos estoques de imóveis das incorporadoras, as melhores oportunidades de negócio podem estar em imóveis novos, não mais em usados, como antigamente. Mas é melhor garimpar antes de excluir possibilidades. O momento é para barganhar. Os descontos médios são de 10%, segundo Prata. Vale sondar com moradores e corretores se o prédio tem problemas ou se a taxa de condomínio é alta, por exemplo. Também é importante pensar se o perfil e a localização do imóvel se encaixam nos seus planos. “Nunca assine a compra de cara, no estande de vendas. Controle a empolgação”, orienta Prata. Ao escolher o financiamento do banco, compare o Custo Efetivo Total (CET), que inclui o valor de todas as taxas além dos juros, e propostas de todos os bancos. A pesquisa dá trabalho, mas é importante para reduzir o valor das prestações. Fonte: Exame.com  
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População paulistana contribuiria para a despoluição do Rio Tietê

Rios e parques foram avaliados como importantes recursos para qualidade de vida na cidade e valorização indireta dos imóveis.

O rio Tietê é umas das primeiras paisagens para quem chega em São Paulo. Com 56 metros de largura e 26 km de leito canalizado dentro de São Paulo, o rio não é uma paisagem agradável. Com cheiro de esgoto e o aspecto sujo mostram que o rio está morto.

Segundo pesquisa realizada pelo Grupo ZAP Viva Real, 68% dos entrevistados aceitaria pagar alguma contribuição mensal (21% até R$ 5; 25% de R$ 10 a R$ 20; 22% acima de R$ 20) para o melhor cuidado do rio Tietê. Os outros 32% entendem que a despoluição deve ser financiada pelos impostos já pagos pelos contribuintes.

Rio Tietê (Foto: Shutterstock)

A pesquisa mostra que além de oferecer mais bem-estar (92% dos respondentes afirmam se incomodar com o odor e coloração dos rios poluídos da cidade), 82% dos entrevistados afirmam que se o rio mais próximo de seu imóvel fizesse parte de um programa de despoluição, sua casa ou apartamento automaticamente seria valorizado.

Com 363 entrevistados sobre o impacto que parques trazem para a cidade de São Paulo. Os resultados mostram que 97% dos ouvidos apontam potencial de melhoria para todos os parques da capital paulistana e que 62% costumam frequentar as áreas verdes das regiões onde residem. Por isso, 60% dos entrevistados acreditam que, com revitalizações nestes locais de lazer, os imóveis próximos tenderiam a valorizar, em média, 19%.

“Ao fazermos esta análise, identificamos potencial de arrecadação relevante para a revitalização de parques e rios paulistanos – o que pode refletir, ainda, em aumento de bem-estar a todos que moram e passam pelos rios da cidade”, aponta Lucas Vargas, CEO do Grupo ZAP Viva Real. Nesse sentido, 44% das pessoas entrevistadas não pagariam nada a mais para a revitalização dos parques, mas 56% fariam uma contribuição voluntária para melhorar essas áreas. E, do total de pessoas que pagariam, 73% contribuiria com até R$ 5.

Fonte: Zap Imóveis

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Feirão da Caixa oferece 202.000 imóveis a partir de sexta-feira

Quinze cidades brasileiras vão receber evento da casa própria; taxa de juros mais baixas é um dos atrativos para este ano.

A Caixa Econômica Federal realiza neste mês a 14ª edição do Feirão Caixa da Casa Própria. O evento ocorre em quinze cidades brasileiras e neste ano contará com 202.000 imóveis, entre novos e usados – as unidades serão ofertadas em todas as modalidades de crédito habitacional do banco.

A abertura será na próxima sexta-feira nas cidades de São Paulo (SP), Salvador (BA) e Porto Alegre (RS) e vai até o domingo, 6. Durante os dois primeiros dias, sexta-feira e sábado, o evento acontecerá entre as 10 e as 20 horas. No domingo, o horário será das 10 às 18 horas, exceto em Brasília que funcionará entre as 8 e as 12 horas. A entrada é gratuita.

No período de 18 a 20 de maio, o evento acontece em Belo Horizonte (MG), Goiânia (GO), Rio de Janeiro (RJ), São Luís (MA) e Uberlândia (MG). No fim de semana seguinte, de 25 a 27 de maio, é a vez de Brasília (DF), Belém (PA), Campinas (SP), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE) e Recife (PE).

Em um mesmo espaço, o visitante pode encontrar um imóvel, simular o valor da prestação e assinar o contrato de financiamento. Para requerer o crédito da casa própria durante o evento é necessário levar documento de identidade, CPF, comprovante de renda e residência atualizados.

“O Feirão da Casa Própria tem se mostrado uma grande oportunidade para reunir em um só ambiente todos os principais agentes do mercado imobiliário, possibilitando dessa forma, além da concretização de milhares de negócios, a interação entre quem quer comprar, quem quer vender e a Caixa, que detém quase 70% do crédito imobiliário do país para financiar a realização do sonho da casa própria”, diz Paulo Antunes de Siqueira, vice-presidente interino de habitação do banco.

Feirão da Caixa começa amanhã em SP e vai até dia 4 de maio

A aprovação do financiamento é baseada nas informações do perfil do cliente, como renda, capacidade de pagamento e ausência de restrições cadastrais. Os interessados também podem obter informações nas agências da Caixa, no site www.caixa.gov.br ou pelo Serviço de Atendimento ao Cliente (0800 726 0101).

Podem ser financiados imóveis de 50.000 reais a 1,5 milhão de reais, dependendo da renda do comprador.

Menos juros

Uma das novidades deste ano é a redução dos juros, graças à rivalidade entre os bancos pelo crédito habitacional. A Caixa diminuiu em até 1,25 ponto porcentual as taxas do crédito imobiliário utilizando recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Os porcentuais mínimos passaram de 10,25% ao ano para 9% ao ano, no caso de imóveis dentro do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), e de 11,25% ao ano para 10% ao ano, para unidades enquadradas no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI).

“Além da redução das taxas de juros, teremos novas medidas que permitem maiores possibilidades de negócios no Feirão, como por exemplo o aumento da quota para financiar os imóveis usados de 50% para 70% e o financiamento para imóveis de empreendimentos financiados por outras instituições financeiras, os chamados intervenientes quitantes”, diz o vice-presidente interino de habitação do banco.

Neste ano, o evento vai reunir 1.600 empregados da instituição financeira, 422 correspondentes imobiliários, 559 construtoras e 124 imobiliárias para oferecer 179.000 imóveis novos e 23.000 usados. No ano passado foram ofertados 223 .000 imóveis e  foram fechados 13,1 bilhões de reais em negócios realizados durante e logo após o Feirão.

Fonte: Veja.com

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Caixa terá nova taxa de juros no crédito imobiliário, diz novo presidente

Movimento de corte de juros vem com atraso em relação aos concorrentes privados e não levará o banco a oferecer, novamente, as taxas mais baixas do mercado.

A Caixa Econômica Federal vai reduzir ainda neste mês os juros do crédito imobiliário que utiliza recursos da caderneta de poupança. O corte, no entanto, não levará o banco a oferecer, novamente, as taxas mais baixas do mercado. “Não podemos botar banca se não tivermos condição”, disse Nelson Antônio de Souza, novo presidente da instituição financeira, em sua primeira entrevista desde que assumiu o comando do banco há uma semana no lugar de Gilberto Occhi, que foi deslocado para o Ministério da Saúde.

O movimento da Caixa de cortar os juros para o financiamento da casa própria vem com atraso em relação aos concorrentes privados que começaram a reduzir as taxas à medida em que o Banco Central cortou a Selic, taxa básica de juros da economia. Entre os maiores bancos do país, a Caixa é o único que ainda cobra juros de dois dígitos no crédito imobiliário.

A redução já estava em estudo na gestão de Occhi, mas foi impulsionada com a recente decisão do BC de diminuir os depósitos compulsórios – dinheiro que os bancos são obrigados a deixar parado no Banco Central, sem poder usar para novos empréstimos, por exemplo.

Fonte: Veja.com

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Entenda as diferenças entre condomínio e loteamento fechado

Enquanto no primeiro toda a área pertence aos moradores, no segundo os espaços comuns são considerados públicos.

No condomínio, todo o terreno pertence aos moradores, se diferenciando apenas os espaços privados do de uso comum, coletivo (cada morador tem uma fração dele). Nesse caso, há cobrança da taxa de manutenção mensal e o local é de entrada restrita. Já nos loteamentos, apenas a área do lote é de quem mora. As demais, são subordinadas à prefeitura do município.

“Cada loteamento terá sua forma de constituição e administração, a depender do estatuto aprovado. O acesso de pessoas estranhas deve ser controlado, mas não proibido, pois as ruas internas são públicas”, explica o diretor jurídico da Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (AABIC), José Roberto Graiche Júnior.

O advogado Fernando Augusto Zito, especialista em Direito Condominial, afirma que, nos condomínios, para cada tipo de obra é necessário fazer reunião e respeitar o quórum (número mínimo de moradores que aprovam) previsto na legislação. Nos loteamentos, não existe essa necessidade.

“O corretor deve explicar ao cliente em potencial as características de cada empreendimento, sua forma de contribuição mensal e também deixar muito claro que, mesmo sendo distintos, nos dois existem regras que devem ser seguidas”, diz Zito.

O arquiteto Daniel Szego, sócio da SZK Arquitetura, explica que nos loteamentos pode ser criada uma associação, com objetivo de elaborar um regulamento aprovado por todos. “Nos loteamentos, a iluminação e as ruas, por exemplo, são mantidas pela prefeitura. Mas a portaria fica sob responsabilidade dessa associação”.

Segurança

José Roberto Graiche Júnior pontua que o loteamento é mais seguro do que um bairro aberto, mas tudo depende da forma de segurança contratada. “Deve haver um controle rigoroso de entrada de pessoas estranhas ao empreendimento, sistema de câmeras etc”. Daniel Szego concorda: “mesmo não podendo proibir a entrada de qualquer pessoa, ele possui controle e vigilância maiores”.

A insegurança jurídica é o que preocupa Fernando Augusto Zito. “Parte da doutrina jurídica entende que o loteamento fechado é inconstitucional, pois interfere no direito de ir e vir de pessoas não vinculadas a ele. Existem inúmeros pedidos de fechamento de loteamentos”.

Fonte: Zap Imóveis.

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Cohousing ou co-lares para idosos: moradias com laços afetivos

Conceito prevê conjunto de casas independentes que compartilhem áreas comuns para criar vínculos com vizinhos

Cada um tem a sua casa, mas todos os vizinhos compartilham espaços, criam regras e se ajudam. O que os une são laços afetivos criados por interesses comuns. Esse é o conceito de cohousing, ainda pouco conhecido no Brasil, mas que vem despertando interesse, especialmente dos idosos. A ideia é que grupos com os mesmos objetivos construam vilas ou condomínios para viverem juntos e uns cuidarem dos outros.

Há décadas a arquiteta e urbanista Lilian Avivia Lubochinski, de 69 anos, moradora de São Paulo, estuda modelos de construções para a terceira idade. Há alguns anos ela vem unindo grupos de idosos com interesse em cohousing (que ela chama em português de co-lares) para colocar em prática o conceito.

“Co-lares é quando você mora na sua própria casa, seus vizinhos são seus amigos, que compartilham de valores e de objetivos, e todos têm alguns lugares onde convivem, que são de propriedade colaborativa. O que se deseja em co-lares é a qualidade da relação com os vizinhos, de confiança, amizade e familiaridade. O coração da coisa é a arquitetura social”, diz Lilian.

Segundo a arquiteta, há confusão com o nome cohousing, que é usado de uma maneira generalizada. Ela explica que existem duas classes urbanas de moradias colaborativas. A primeira é uma casa grande, onde um grupo vai morar, chamada de casa compartilhada ou co-lar. A segunda, que ela defende, é a co-lares, que são conjuntos de lares colaborativos.

“O tempo mínimo para um projeto acontecer com segurança é de três anos. Vai levar um ano trabalhando o grupo, determinando desejos, contratos internos, decidindo potência financeira, dimensionamento, criando confiança”.

O segundo ano, diz ela, serve para comprar o imóvel e fazer o projeto arquitetônico, iniciando a etapa participativa com a comunidade. E dar entrada no pedido de aprovação na prefeitura local, assim como escolher a construtora. “Pensamos em um tempo ágil de mais um ano para a construção”.

Alternativa interessante

A psicóloga e gerontóloga Margherita de Cassia Mizan, de 57 anos, acredita que cohousing é uma solução interessante para idosos, que estão cada dia mais independentes e não querem morar com filhos. Segundo ela, hoje eles só tem como alternativa as instituições de longa permanência (antigos asilos), mas ficar em um local onde possam estabelecer vínculos e ainda ter os cuidados necessários, seria muito melhor.

“Cohousin é como se fosse um vilarejo, um condomínio com todos os serviços voltados a atender as necessidades do envelhecimento. Já existe em alguns países do mundo e não só para idosos, mas também outros grupos que tenham outras necessidades. As pessoas vão por afinidades”, detalha.

Segundo a psicóloga, cada idoso tem sua característica e nem sempre os condomínios tradicionais, em sua infraestrutura, estão preparados para atendê-los. Assim como não há estímulo de relacionamento com os vizinhos.

“O fato de você ter pessoas para se relacionar, que entendam o momento que você está passando é importante. O princípio básico de cohousing é que as pessoas ali tenham alguma coisa que as conectem. Os laços afetivos são importantes quando você está bem e saudável, imagina quando está mais fraco, fragilizado e vulnerável”, diz Margherita.

Fonte: Zap Imóveis

 
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